David Byrne:

Estratégias de sobrevivência para artistas emergentes e megastars

"O que chamamos de música se tornou o negócio de vender CDs em estojos plásticos, e esta indústria estará acabada em breve"

 

 

 

Esclarecimento:

Eu já fui proprietário de um selo (gravadora). Este selo, Luaka Bop, ainda existe, mas eu não estou mais envolvido em sua administração. Meu último disco saiu pela Nonesuch, uma subsidiária do império Warner Music Group. Eu também já publiquei música através de gravadoras independentes como Thrill Jockey, e imprimi CDs para venda em tours. Eu faço tours regularmente, e não vejo isto como uma forma de promover a venda de CDs. Portanto, eu experimentei este negócio de ambos os lados. Ganhei dinheiro, e também fui explorado. Tive liberdade para criar, e também fui pressionado para gerar hits. Tive que lidar com ‘divas’ do mundo da música, e vi discos geniais de artistas maravilhosos serem completamente ignorados.

Eu amo a música. Eu sempre amarei. A música salvou a minha vida, e eu aposto que não sou o único a dizer isto.

   
David Byrne.
Foto: James Day

O que é música?

 

 

O que chamamos de música hoje, entretanto, não é o negócio da produção musical. Em um certo momento se tornou o negócio de vender CDs em estojos plásticos, e esta indústria estará acabada em breve. Mas isto não é uma má notícia para a música, e certamente não é má notícia para os músicos. De fato, com todas estas novas formas de acesso a audiências, nunca antes tantas oportunidades estiveram disponíveis para os artistas. Qual o fim disso? Bem, alguns mapas mostram tendências inexoráveis:

O fato do Radiohead haver lançado seu último álbum online, e de Madonna debandar da Warner Bros. para a Live Nation, uma empresa que promove concertos, é visto como um sinal do fim do negócio da música como o conhecemos. De fato, estes são apenas dois exemplos de como os músicos estão cada vez mais em condições de trabalhar fora do tradicional relacionamento com as gravadoras. Não há um caminho único para se fazer negócio estes dias. Pelas minhas contas, existem pelo menos seis modelos viáveis. Esta variedade é positiva para os artistas, pois promove novas formas de recompensa ao trabalho dos músicos. E á bom também para os diversos públicos, que terão maior quantidade — e qualidade — musical disponível. Vamos dar um passo atrás para termos uma melhor perspectiva.

 

" Sempre iremos querer utilizar a música como parte de nosso tecido social, para nos reunir em concertos e em bares, para transmitir música de mão em mão ou pela Internet como uma forma de moeda social"

 
Primeiramente, uma definição dos termos. De que afinal estamos falando? O que exatamente está sendo comprado e vendido? No passado, música foi algo que você escutava e vivenciava — era um evento social além do puramente musical.

Antes do advento da tecnologia de gravação, você não podia separar a música de seu contexto social. Canções e baladas épícas, trovadores, espetáculos para a corte, musica em igrejas, cantos xamânicos, cantorias em pubs, música ceremonial, música militar, música para dança — estavam todas de alguma forma ligadas a funções sociais específicas. Era uma atividade comunitária, e quase sempre cumprindo uma função. Você não podia levar a música para casa, copiá-la, vendê-la como uma commodity (a não ser como partitura, mas isto não é música), ou mesmo ouvi-la novamente. Música era uma experiência, intimamente casada com a sua vida. Você poderia pagar para ouvir música, mas depois de pagar, já era, foi — tornou-se uma memória.

A tecnologia mudou tudo isto no século 20. A música — ou, pelo menos, seu artefato de gravação — tornou-se um produto, algo que poderia ser comprado, vendido, trocado, e tocado infinitamente em qualquer contexto. Isto transformou a economia da música, mas nossos instintos humanos permaneceram intactos. Eu passo muito tempo com fones nos ouvidos escutando música gravada, mas ainda curto poder estar no meio do público em um concerto. Eu canto para mim mesmo, e, sim, eu toco um instrumento (nem sempre bem).

Sempre iremos querer utilizar a música como parte de nosso tecido social: para nos reunir em concertos e em bares, mesmo que o som esteja uma droga; para transmitir música de mão em mão (ou pela Internet) como uma forma de moeda social; para construir locais onde ‘a nossa gente’ possa escutar música (teatros para óperas e sinfonias); para saber mais sobre os nossos ‘bardos’ favoritos — sua vida amorosa, suas roupas, suas crenças políticas. Tais contextos revelam um impulso inato para um cenário além do artefato plástico. Pode-se dizer que este impulso faz parte de nossa estrutura genética.

 
 
>Fonte: www.wired.com
 
Noticias do Mundo da Música
Rede Conectada :: O que esta rolando
 

De 07 a 11 de maio no Teatro Nacional Claúdio Santoro, Estará acontecendo uma das principais feira de música independente do Brasil.

Iniciaram-se as inscrições para os artistas interessados em se apresentar na IV Edição da Feira da Música Independente Internacional de Brasília.

Um mixer que serve pra todo tipo de profissional e que oferece toda a pegada do DJM-800

Com recursos de ponta para vídeo. Em tempos cada vez mais multimídia, vamos ter DJs que complementam visualmente suas apresentações, e finalmente VJs metendo a mão na massa.

 

Roger Tullgren, 42 anos de idade, foi considerado incapaz de trabalhar como uma pessoa "normal"

Sua doença? Roger é simplesmente um apreciador incondicional de Heavy Metal. "Sou tão fanático que isto afetou meu desempenho profissional, a ponto de eu ter de sair de vários empregos".

Book/CD com seis classicos da Música Nordestina Brasileira, com participação da Orquestra Sinfônica da Paraíba

Uma coletânea de fragmentos, não necessariamente inter-relacionados, contendo depoimentos, imagens e curiosidades sobre aspectos da vida e da obra de Marinês.

 
Feiras e Festivais
 
 
     
   
Com iniciativa da Prodisc- Associação dos produtores de disco do Ceará em parceria com o SEBRAE nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba) foi lançado no dia 17/08/2007 na Feira da Música de Fortaleza-2007 a coletânea ESQUINA BRASIL, a caixa é composta por quatro CDs, rock.pop, instrumental, regional.raiz, interpretes e compositores.
 
   
O projeto AMIGO DA VEZ é mais uma forma inteligente de esclarecimento quanto ao risco da combinação álcool e direção e possibilita também a divulgação de novas bandas a um publico diferenciado.
O projeto parte de uma idéia já testada com sucesso em países da Europa e nos Estados Unidos.
   
 
 
Não é de hoje que se percebe que a maioria dos produtores de DnB tem o seu foco totalmente voltado para "fora". Há uma centenas de motivos e explicações o porquê desse "comportamento", nem quero me atrever a tocar nesse ponto, até porque já falaram disso aqui uma pá de vez e tal.